O Interessante deste texto que estou postando hoje é que ele nos mostra duas coisas importantíssimas, a primeira é que antes de sermos profissionais, somos pessoas, devemos ser corajosos diante de situações que muitas vezes nada tem em haver conosco.
Dia a lenda que...
Um príncipe chinês orgulhava-se de sua coleção de porcelana, de rara quão antiga procedência, constituída por doze pratos assinalados por grande beleza artística e decorativa.
Certo dia, o seu zelador, em momento infeliz, deixou que se quebrasse uma das peças. Tomando conhecimento do desastre e possuído pela fúria, o príncipe condenou à morte o dedicado servidor, que fora vítima de uma circunstância fortuita. A notícia tomou conta do Império, e, às vésperas da execução do desafortunado servidor, apresentou-se um sábio bastante idoso, que se comprometeu a devolver a coleção, se o servo fosse perdoado.
Emocionado, o príncipe reuniu sua corte e aceitou a oferenda do venerando ancião. Este solicitou que fossem colocados todos os pratos restantes sobre uma toalha de linho, bordada cuidadosamente, e os pedaços da preciosa porcelana fossem espalhados em volta do móvel. Atendido na sua solicitação, o sábio acercou-se da mesa e, num gesto inesperado, puxou a toalha com as porcelanas preciosas, atirando-as bruscamente sobre o piso de mármore e arrebentando-as todas. Ante o estupor que tomou conta do soberano e de sua corte, muito sereno, ele disse: - Aí estão, senhor, todas iguais conforme prometi. Agora podeis mandar matar-me. Desde que essas porcelanas valham mais do que as vidas, e considerando-se que sou idoso e já vivi além do que deveria, sacrifico-me em benefício dos que irão morrer no Futuro, quando cada uma dessas peças for quebrada. Assim, com a minha existência, pretendo salvar doze vidas, já que elas, diante desses objetos nada valem.
Eu sei que você vai começar a pensar mais em quanto vale uma vida, às vezes, matamos ou condenamos à morte com nossas palavras, com o nosso tom de voz, muitas vezes, dentro de casa com nossos familiares, com as pessoas que mais amamos, nosso filho quebra um prato e por isso nós gritamos, batemos, e desta mesma forma agimos com nossos subordinados e colaboradores, por quê?
Eu sei que você vai refletir bem sobre isso e vai evitar dar mais valor a objetos que as pessoas.
Eu confio em você!
Érico Guimarães Guglielmo, é professor formado em Letras, diretor de marketing do Grupo Goodae e consultor textual da GWTR.
11 7118 0626
GWTR - Consultoria Textual
www.GWTR.com.br
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Dia a lenda que...
Um príncipe chinês orgulhava-se de sua coleção de porcelana, de rara quão antiga procedência, constituída por doze pratos assinalados por grande beleza artística e decorativa.
Certo dia, o seu zelador, em momento infeliz, deixou que se quebrasse uma das peças. Tomando conhecimento do desastre e possuído pela fúria, o príncipe condenou à morte o dedicado servidor, que fora vítima de uma circunstância fortuita. A notícia tomou conta do Império, e, às vésperas da execução do desafortunado servidor, apresentou-se um sábio bastante idoso, que se comprometeu a devolver a coleção, se o servo fosse perdoado.
Emocionado, o príncipe reuniu sua corte e aceitou a oferenda do venerando ancião. Este solicitou que fossem colocados todos os pratos restantes sobre uma toalha de linho, bordada cuidadosamente, e os pedaços da preciosa porcelana fossem espalhados em volta do móvel. Atendido na sua solicitação, o sábio acercou-se da mesa e, num gesto inesperado, puxou a toalha com as porcelanas preciosas, atirando-as bruscamente sobre o piso de mármore e arrebentando-as todas. Ante o estupor que tomou conta do soberano e de sua corte, muito sereno, ele disse: - Aí estão, senhor, todas iguais conforme prometi. Agora podeis mandar matar-me. Desde que essas porcelanas valham mais do que as vidas, e considerando-se que sou idoso e já vivi além do que deveria, sacrifico-me em benefício dos que irão morrer no Futuro, quando cada uma dessas peças for quebrada. Assim, com a minha existência, pretendo salvar doze vidas, já que elas, diante desses objetos nada valem.
Eu sei que você vai começar a pensar mais em quanto vale uma vida, às vezes, matamos ou condenamos à morte com nossas palavras, com o nosso tom de voz, muitas vezes, dentro de casa com nossos familiares, com as pessoas que mais amamos, nosso filho quebra um prato e por isso nós gritamos, batemos, e desta mesma forma agimos com nossos subordinados e colaboradores, por quê?
Eu sei que você vai refletir bem sobre isso e vai evitar dar mais valor a objetos que as pessoas.
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