Por Fábio Bandeira de Mello - www.administradores.com.br
A falta de posicionamento da Uniban às proporções alcançadas com a manifestação contra Geisy, somada ao anúncio de sua expulsão - e à decisão final de não expulsá-la, podem ter prejudicado decisivamente toda a imagem construída ao longo de 15 anos. Apesar da Uniban voltar atrás da decisão de expulsar Geisy, a sucessão de equívocos acabou por fazer com que a opinião pública ficasse ao lado da estudante e condenasse a atitude da Universidade. José Roberto Martins, especialista em marketing corporativo e sócio-diretor da Global Brands, afirma que a imagem da Uniban ficará associada a aspectos negativos de uma instituição privada de ensino superior que deveria se mostrar antenada com o seu tempo. “Isso marcará a imagem da marca de modo permanente, tanto quanto marcaria um fato positivo de impacto. Ficará a pecha de uma instituição ultrapassada, intolerante e incapaz de resolver um problema que não poderia ter mais consequências do que as havidas”, afirma Martins.
O especialista ressalta, ainda, que a Uniban deveria tomar diversos cuidados para proteger a imagem da instituição. Isso inclui entender a importância da marca e solicitar o auxílio de sua assessoria de RP (relações públicas) para acompanhar todo o processo e dirigir o discurso do tratamento à questão.
“De modo geral, as empresas que tratam problemas dessa natureza de modo atabalhoado são movidas pelo que chamo de ‘arrogância da marca’, na qual a empresa se julga blindada e que poderá controlar a imagem da marca, o que é cada vez menos possível. A gota d’água foi a nota a imprensa, muito mais que a decisão de expulsar, possivelmente desnecessária. O tom do comunicado passou para toda a sociedade uma posição discriminatória, de censura unilateral ao comportamento da aluna, fosse ele errado ou não”, afirma Martins.
O especialista finaliza ressaltando que as pessoas vincularão a marca da universidade ao episódio durante muito tempo, o que exigirá da Uniban providências imediatas. “Será preciso avaliar o impacto na imagem da marca; criar uma força tarefa por pelo menos dois anos para tratar do assunto; reposicionar a marca; criar uma estrutura para lidar com as deficiências da organização (segurança, pessoal administrativo ultrapassado; disciplinas, etc).”
Caso e Consequência
No dia 22 de outubro, o drama da estudante Geisy começou quando ela frequentou uma aula com um vestido curto, o que causou revolta entre os demais estudantes. Vídeos inseridos na internet mostram os alunos hostilizando e humilhando a aluna. O fato foi tão grave que Geisy só conseguiu deixar as dependências da Uniban após a chegada da polícia.
Na segunda-feira (9), foi aberto um inquérito pela Polícia Civil de São Bernardo do Campo e o caso será apurado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). De acordo com a defesa de Geisy, serão investigados sete crimes: difamação, injúria, ameaça, constrangimento ilegal, cárcere privado (a garota ficou em uma sala até a PM chegar), incitação ao crime e ato obsceno dos alunos.
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Algo que não foi citado é que a UNIBAN vai ter que colocar no seu plano de marketing e mídia o serviço de ORM - Gerencimento de Reputação Online.
O ORM combina marketing, relaçães públicas e SEM (Search Engine Marketing). Partindo da premissa de que a grande maioria das pessoas raramente vai além da terceira página de pesquisa de um mecanismo de busca, os dois principais objetivos do ORM são:
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